domingo, 29 de março de 2020

Adiamento de O Plano

Por questão de trabalho, o texto prometido para hoje ficará para terça. Peço desculpas aos que ficaram esperando pelo Texto.

sábado, 28 de março de 2020

O plano: O que foi feito até aqui tem sentido?

Esta dupla tem ido bem até aqui...
Gostemos ou não, esta reconstrução tem sido diferente. E por diferente não quer dizer excelente, ruim, péssima ou espetacular, mas sim diferente. Nada de all-in na primeira temporada é o que mais difere de todas as escolhas anteriormente feitas. Nas anteriores tudo era feito pra vencer já no primeiro ano e mesmo que tenha dado certo em 2008 e em 2016, não se sustentou porque não existia um Plano. A questão central agora é: temos um agora?

Em 2019 sofremos demais com as decisões. Cortes de veteranos como Wake, trocas de Starters como Tunsil e de promessas como FitzPatrick. Um draft opaco, onde realizamos o maior erro desta reconstrução, até aqui pelo menos: a trade por Josh Rosen. Além disso escolhas que não chamaram a atenção de ninguém na hora e que não foram impactantes dentro de campo. Enfim, um Draft mediano muito prejudicado pelo erro com Rosen.

Ai veio a temporada. E o começo foi vergonhoso: por muito tempo seremos os donos do pior começo da temporada da NFL. Não foi algo bonito de se ver, com certeza. Aos poucos, porém, o time foi melhorando e conseguiu vencer 5 inúteis partidas, até mesmo derrubar os Pats em Foxborough. Mas uma núcleo começou a nascer, vários jogadores UDFA sendo usados e, por incrível que parece ser, dando certo em campo. Alguns bons jogadores surgiram e outros de quem esperava-se algo sem render. O time terminou em alta e isso é inegável. O quanto, vai de cada um.

Ai veio a off-season. E o time cortou Reshad Jones e Daniel Kilgore. E o elenco atual não tem nenhum atleta com mais de 3 anos de experiência no time. Algo surreal, mas que mostra uma direção: Brian Flores quer um elenco jovem e dinâmico. É um plano e como disse lá em cima, é algo que difere esta reconstrução das outras. Na chegada da Free Agency o Miami encheu o time com mais jogadores jovens, todos abaixo dos 30 anos. Melhorou, e bem, a defesa e tem no papel uma das melhores duplas de Cornerbacks da NFL, se não a melhor. Ainda trouxemos 2 OLs e 1 RB. Nada mal, eu mesmo não esperava algo tão bom assim. Reconheço que Grier mandou super bem. E detalhe: com contratos bem estruturados.

Com tantos reforços da defesa, é de se esperar que o foco no draft será majoritariamente na defesa. Mas isso é para amanhã. Mas e a pergunta do título? A resposta é: tem sentido. Dará certo? É cedo para afirmar. E é ai que o Draft ganha destaque ainda maior: precisa ser o fechamento para tudo o que está sendo feito nesta gestão. Para que possamos a ser uma equipe forte e competitiva. Se eu concordo com tudo o que foi feito até aqui? Não, acho que alguns atletas veteranos poderiam continuar em Miami e a trade pavorosa que nos trouxe Josh Rosen, que agora não nos serve em nada e nem tem valor algum de mercado.

Amanhã, mostrarei a minha ideia do que faria no lugar de Grier.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Vem ai um Plano pro Draft.

Com tempo de sobra dentro de casa devido à Covid-19, eu pensei num texto mostrando um Plano para os Dolphins, depois da Free Agency. No domingo pela manhã, o Plano estará no Blog. Aguardem e depois comentem,

quarta-feira, 18 de março de 2020

Acreditem ou não, mas Chris Grier segue me surpreendendo

Howard não é uma brastemp, mas é um bom reforço...
O espaço ficou muito largado depois da temporada 2018. Natural, porque Adam Gase ferrou com tudo. E eu, mais uma vez, me impus um distanciamento do oba-oba comum dos torcedores mais jovens ( faço 46 no sábado ). Então, para me surpreender é preciso que um General Manager faça algo perto do perfeito. Pois bem, pra mim Chris Grier está de parabéns até aqui. Tipo: a nota é 8,5 e para o 10 falta o Draft. Pois é, ainda tem Draft e 14 picks para melhorar o time. 

Até lá, temos alguns bons reforços para aguardar vê-los em campo. Além dos contratados na quarta ( veja lista aqui ), temos outros reforços. Vamos a eles:
  • Emmanuel Ogbah, DE/OLB. Mais um reforço para a DL e este tem capacidade para ter impacto imediato. Contrato de 2 anos por 15 milhões. Nossa DL muda de nível com ele. Adição cirúrgica de Grier;
  • Jordan Howard, RB. Rumores davam conta de que estavamos atrás de Melvin Gordon. Ele sairia caro e, ao pé da letra, não temos OL para extrair o máximo dele. Ai Grier trouxe Howard, porque ele pode render bem ( não no nível de Gordon, é claro ), mas com uma OL melhorada ele pode conseguir bons números sem custar 50mi. O contrato dele é de 2 anos e 10 milhões. Algo surreal, não?
  • Ted Karras, C. Ele foi o Starter da OL dos Patriots ano passado, jogando 15 partidas. Foi um sucesso e por isso testou o mercado. O contrato por uma temporada e por 4 milhões dão indícios que o Miami quer testar ele ou colocá-lo para ser uma garantia para um Center draftado. Em todo caso, excelente adição e por um valor muito, mas muito, baixo;
  • Elandon Roberts, LB. Outro ex-Patriots nesta leva e isso às vezes incomoda. Ainda mais quando é alguém para os Special Teams, que já tem gente de qualidade. Em todo caso, pode render e nos dar bons resultados. Mas poderia ser de outro time... na boa. Valores e tempo de contrato ainda não foram divulgados.
Miami ainda estaria atrás de outros jogadores, mas por enquanto não tenho do que reclamar das contratações. Que siga assim no Draft.

terça-feira, 17 de março de 2020

E não é que a Free Agency começou muito animadora?

Lawson e Wilkins estão juntos novamente...
Eu não nego pra ninguém: minhas expectativas eram baixas para esta nova reconstrução. Não é algo recente, vem de anos já. Mas é muito complexo não ficar - pelo menos - animado com o que foi feito hoje. Miami foi ao mercado e conseguiu 4 jogadores que chegam com Status de titulares. Claro e evidente que não existe plug and play na NFL e os recém chegados podem ter seus problemas, mas eles chegam como donos de suas posições. 

Vamos a um primeiro olhar das 4 grandes aquisições nesta Free Agency:
  • Shaq Lawson - DE. Pressionar os QBs adversários era um grave problema da defesa "mediana" em 2019. Agora, não mais. Com Lawson reunimos a dupla de Clemson de 2015, que tocou terror na NCAA, pois Christian Wilkins era um novato e Lawson já naquela que seria sua última temporada. Uma grande aquisição, porque oferece um reforço no lugar que mais eramos carentes. O contrato é de 30 milhões por 3 anos, com 21 milhões garantidos. Existe ainda a possibilidade de um extra de 6 milhões como forma de bônus;
  • Byron Jones - CB. O ex-Cowboys recebeu um mega contrato, mas que foi bem estruturado: serão 82,5 milhões, com 57 milhões garantidos, mas com 40 milhões destes nos 2 primeiros anos de contrato ( são 5 no total ). Dito isso, temos agora uma das melhores duplas de CBs da Liga, pois Xavien Howard já é um All-Star. Não será nada fácil para os QBs que joguem contra Miami a partir de agora;
  • Kyle Van Noy, LB. Sempre disse que nosso grupo de LBs não é nada além de mediano. Agora mudamos isso de patamar: e temos um grupo qualificado. Van Noy conhece o esquema de Flores e chega para ser o líder do setor. Ganhou um contrato de 51 milhões por 4 temporadas, ainda sem informação de valores garantidos. Outra grande aquisição nesta free agency;
  • Ereck Flowers, OT/OG. Uma grande necessidade do time, talvez a maior delas. Não era o melhor OL disponível, mas os outros receberam Tags ou assinaram extensões. Flowers não vem de uma boa temporada e rendeu mais como Guard do que como Tackle. Contrato de 30 milhões por 3 temporadas também não é o fim do mundo. Precisamos de mais talento no Draft e ele certamente virá. Mas Flowers já é um avanço diante da OL que não tivemos em 2019;
  • Clayton Fejedelem, S. Chega para ser reserva, mas pode surpreender. Dados do contrato não divulgados.
De um modo geral Chris Grier abriu a carteira e trouxe 4 Starters e um bom reserva. E o melhor de tudo: ainda temos mais de 46 milhões de Salary Cap. Eu não me empolgarei somente com isso, mas se o Draft for neste nível e vier um QB que comande o time em alto nível... ai quem sabe???

Por hora aproveitemos os acertos. Coisa rara de se ver, pois até mesmo a contratação menos acertada pode ser considerada boa. O que não é algo que vê todo ano em Miami.

segunda-feira, 16 de março de 2020

Free Agency começa hoje, mas tivemos um corte sentido...

Fim de uma era...
Reshad Jones era um ponto fora da curva: alguém que viera do Draft e era - apenas - um All-Star em campo. Era, não é mais. Escolhido numa quinta rodada em 2010, ele atuou sempre com muita garra e dedicação exemplar. Deu sempre tudo de si em campo. Mas a idade e as lesões chegaram e é entendível o corte. Deixo meu agradecimento a ele por uma década sublime. Que seja feliz em outro lugar. Infelizmente é assim a vida.

Amanhã abre a Free Agency, que para alguns, será a da redenção. Eu não nutro tal sentimento, depois de ver uma após a outra erros e mais erros. Por hora, aguardemos. Existem alguns acertos com jogadores:
  • Shaq Lawson - DE, ex-Bills. Contrato de 30mi por 3 anos. Uma necessidade do time, em tese ótimo negócio;
  • Ereck Flowers - OT, ex-Redskins. Contrato de 30mi por 3 anos ( 19,95mi garantidos ). Uma necessidade, mas um jogador que chega em baixa. Sua melhor atuação foi como Guard;
  • Melvin Gordon - RB, ex-Chargers. É considerado um alvo crucial. Ainda não fechado;
  • Kyle Van Noy - LB, ex-Patriots. Também é considerado um alvo em potencial, teria a aprovação de Flores.
Por hora é só. Mais tarde eu avalio os jogadores com quem de fato assinarmos.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Miami estaria interessado em Justin Herbert

Quando eu digo que Miami adora errar...
Existem coisas que, parafraseando uma frase atrelada ao Botafogo, só acontecem em Miami. Depois de - mais uma vez - jogar fora a chance de ter a First Overall Pick para cair até a 5ª Escolha, Miami agora emite sinais de que prefere Justin Herbert, QB de Oregon, em detrimento a Tua Tagovailoa, QB de Alabama. E não é apenas por causa das questões físicas de Tua, mas sim porque - sabe-se lá porque - Herbert seja melhor QB.

Ainda é cedo para acreditar piamente nisso, mas foi por volta desta mesma época que firmou-se a certeza que Ryan Tannehill seria o escolhido. E muitos comparam Herbert justamente com... pois é, não deveria fazer sentido sequer cogitar-se isso, mas é Miami né? E assim como em 2012, quem canta a bola agora é o mesmo Armando Salguero, em artigo do Miami Herald. Eu, não sei vocês, fico pra lá de apreensivo com uma notícias destas. Imaginem que não perdessemos apenas uma, mas sim duas décadas com QBs com o mesmo perfil? Seria extremamente dolorido. E em 2011, assim como agora, abrimos mão de escolher um QB que parece perfeito... que agora, o destino não seja tão cruel conosco.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

O que pensar de tantas trocas de Coordenadores?

Nosso DC foi ser DC em NY para os Giants...
Existe um otimismo quase cego por parte de muitos - para não dizer quase todos - sobre as ações do Front Office e do Head Coach Brian Flores. Eu tenho 100% de certeza que inexiste motivo para tanta empolgação, mas eles fazem o que podem. O problema a meu ver é que os outros em algum momento de suas gestões passaram a mesma impressão. Ai vai de cada um acreditar ou não. Eu escolhi ser comedido com isso até que resultados convincentes apareçam. 

Desde o fim oficial da temporada para os Dolphins ( porque estavamos eliminados no Draft ), tivemos trocas sem qualquer sentido no corpo de treinadores. E duas delas deixam muito mais dúvidas do que certezas: o Coordenador Ofensivo foi demitido e o Coordenador Defensivo trocou de time para ocupar o mesmo posto. 

Chad O'Shea foi demitido após uma temporada, onde teoricamente não deveriam existir cobranças por resultados. Só isso já seria super estranho, mesmo que eu não tenha gostado da contratação dele. Mas convenhamos que ele fez, dadas as circunstâncias - um trabalho até que decente, sobretudo sem ter um QB. E ai vem o problema: ele foi quem bancou a vinda de Josh Rosen. Até ai, eu poderia concordar com a demissão, mas o substituto fez algo 100x pior: vetou o draft de um tal de Drew Brees. Pois é, foi isso que Chan Gailey fez quando era o OC do Miami na virada dos 90 para os 2000. Se é por escolher errado, Gailey não poderia ser contratado. E pior: ele estava a 3 anos sem emprego e o trabalho decente dele mais recente remonta a 2009, quando foi com os Jets a AFCCG. Surreal, não? Pois é...

Patrick Graham, assim como O'Shea, pode ter seu trabalho avaliado como decente, dadas as circunstâncias. Talvez por isso tenha decidido ir para os Giants... para seguir no mesmo cargo? Me desculpem, mas Coordenadores só largam trabalhos iniciais quando recebem promoção para Head Coach ou quando não confiam no trabalho da equipe atual. E trocar Dolphins por Giants não muda nem o patamar para 2020, são suas equipes pouco cotadas para fazerem estrago na NFL. Então, acho que algo aconteceu internamente para que tal troca acontecesse. O que foi, não sabemos mas com certeza não deve ser algo bom. E ai vem o substituto: Josh Boyer, que foi promovido de Treinador dos Cornerbacks. Bom, criticar ele agora parece prematuro e eu pularei de fazer isso. Mas soa estranho que o Miami ( leia-se Brian Flores ) tenha buscado um desconhecido para OC e efetive um conhecido como DC. Pode dar certo? Pode, é claro... mas em Miami isso não costuma acontecer.

No mais ainda tivemos outras alterações e a contratação de pessoas desconhecidas da NCAA. É isso que temos para o momento e não me parece nada animador.


sábado, 8 de fevereiro de 2020

Passado o Super Bowl, agora vem mais uma off-season

Esta é a dupla da vez...
Este blog tem 12 anos. E desde 2007, foram cobertas 12 off-season. Que tal a lista de Coachs deste período:
  • Cam Cameron, em 2007;
  • Tony Sparano, de 2008 a 2011;
  • Joe Philbin, de 2012 até 2015;
  • Adam Gase, de 2016 a 2018;
  • Brian Flores, desde 2019.
E que tal os nomes dos Head Coachs?
  • Randy Muller, em 2007;
  • Jeff Ireland, de 2008 a 2013;
  • Dennis Hickey, em 2014 e 2015;
  • Chris Grier, desde 2016.
Estes senhores produziram escolhas terríveis, trades pavorosas e em campo passamos pelo pior período de nossa história. Viramos um time de 6-10, sendo que até 2003 éramos time 11-5. Desde o fim da temporada de 2007 - a primeira do Blog - que todos esperamos pela off-season da redenção. E ele nunca veio. E eu não escondo que não tenho muita fé de que esta será a tal "redentora".

São diversas e diversas escolhas erradas, trades onde fica claro desde o começo que levamos a pior ( Josh Rosen é apenas a mais recente ) e jogadores medianos com mega contratos. Tudo isso foi visto e visto ao longo do tempo. O que aponta que agora será diferente? Podemos apontar que temos 6 escolhas entre as 100 primeiras ou que temos o maior espaço no Salary Cap dentre todas as 32 franquias da Liga. Mas para quem comete tantos e tantos erros, isso é de fato animador ou é motivo para arrepiar a espinha? Isso depende de que analisa.

Por enquanto, e até Março quando a Free Agency abre, as movimentações são sobre quem fica ou quem sai. Quando começar a FA ai podemos pensar em quem chega. E no Draft, sobre quais jogadores serão os novos candidatos a transformadores da franquia. Quem poderá sê-lo ou não, é coisa que ainda demora. 

O fato é que agora chega a única época da temporada na qual podemos - de fato - ter esperanças. Porque, normalmente, no Draft já estaremos eliminados outra vez.

domingo, 12 de janeiro de 2020

Zach Thomas finalista do Hall of Fame 2020

Um dos meus jogadores preferidos...
O número 54 em Miami remete a uma estrela: Zach Thomas. O Linebacker superou diversos estigmas: branco e baixo não parecia adequado para a posição. Foi escolhido na quinta rodada, deixando claro como era subestimado. Mas em sua carreira ativa, antes das contusões o dizimarem, simplesmente foi espetacular em campo. Um dado serve para mostra o quão grandiosa foi sua carreira: ele, que em alto nível jogou até 2006, foi eleito para o time ideal da NFL dos anos 2000. 

Seria de se esperar que alguém com estes números tão impressionantes, entrasse rapidamente no HOF. Mas ele está na sua sétima tentativa. Com todo o respeito às classes anteriores, mas isso é uma injustiça inexplicável. Jason Taylor, seu cunhado, entrou de primeira e - para mim - era jogador do mesmo naipe. Mas os votantes das últimas seis Classes nem na final o colocaram. Apenas nas duas últimas votações é que ele chegou aos 25 semifinalistas. Vai entender as lógicas empregadas.

Agora eu acredito que, enfim, ele terá seu nome imortalizado em Canton, Ohio. E teria lá sua grandeza adicional: na turma dos 100 anos da NFL. Uma honraria adequada a sua grandeza. Pois para os torcedores do Miami que tiveram o prazer de vê-lo jogar, ele sempre foi um Imortal.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Tua Tagovailoa se declara para o Draft

Ao lado do Head Coach Nick Saban, Tua declarou-se para o Draft 2020
Não nego - jamais fui disso - que meu grau de otimismo com os Dolphins estão bem baixos faz tempo. Adotei a cautela como uma máxima quase total. Mas é impossível perceber que algumas coisas apontam em uma direção diferente. Vencer os Pats e ainda assim ficar na posição em que já estava é uma destas situações. Como se o Universo conspirasse para uma retomada dos grandes dias. Problema é confiar nisso piamente. E eu não estou entre os que são capazes de fazer isso. Desejo, faz tempo, boa sorte a quem se dispor ao risco.

Começamos a temporada com baixas perspectivas. Só loucos ou idiotas poderiam esperar sucesso numa temporada como esta. E terminamos com 5 vitórias, muitas delas - é claro - inúteis. Quando o Tank parecia uma realidade, o QB de Alabama Tua Tagovailoa era o pule de 10 para a First Overall Pick. Não se cogitava que pudesse ser outro o primeiro escolhido no draft 2020. E a hashtag #TankforTua passou a constar das postagens de todos ( ou quase ) torcedores dos Dolphins pelo mundo afora. Era a esperança de dias melhores. De uma possível ressurreição da franquia. Enfim, algo em que se apegar em momentos de humilhações seguidas.

Pois bem, quase na época o Miami começou a vencer e Tua se machucou, voltou e viu sua Alabama ser destroçada por LSU do fenômeno do momento, Joe Burrow. Tua ficou fora do restante da temporada e deixou de ser, para muitos, até mesmo uma escolha Top 5. Quanta mudança no mês de Novembro... ele fez uma cirurgia e sua ida para o Draft ficou como questionável. Ele voltaria para mais um ano em Alabama? Voltaria ele a jogar em alto nível? Enquanto isso, o Miami seguiu vencendo. E o assunto Tua ficou esquecido.

Até que hoje ele se declarou para o Draft. E disse mais: estará pronto para a temporada 2020. E demonstrou muita confiança ao fazer isso para todas as câmeras do mundo. Medo, com certeza, ele não tem. E confiança ele tem de sobra. E, para mim, seria épico ele se re-erguer ao lado do nosso time. Seria fantástico ter Tua Tagovailoa com nossa camisa ( e como disseram no Twitter a camisa remete a Flórida ). Contudo, sempre temos um grande problema: nós mesmos.

Se o Miami escolherá Tua é apenas, por enquanto meras especulações. Mas que Tua tem muitos dos predicados que um QB precisa, é algo inegável. Aguardemos. Mas a esperança existe. E, nisso, eu acredito 1000%. No time e sua capacidade de largar o passado de erros e mais erros, ai eu tenho muito pouca confiança. Mas por hora, curtamos a possibilidade de que o prospecto de Alabama venha nos salvar. 

domingo, 5 de janeiro de 2020

Ano novo, vida nova??

Nosso futuro depende do que estes 2 caras farão...
A temporada 2019 terminou com um ar de 2011. Quem me conhece a fundo, sabe que eu não estou nem um pouco animado com a temporada seguinte. Serei São Tomé até que o time me PROVE o contrário. Vencemos partidas mais do que o necessário, mas ainda assim ficamos na posição 5. Longe de First Overall Pick e a certeza de escolher quem quisessemos. Agora é passado, e temos que olhar para o futuro.

Assim como em 2011, o time não tem QB. Ou tem, se o amigo leitor se contentar com pouco. Moore em 2011 parece-se demais com o Fitzpatrick de 2019, guardadas as devidas proporções. Assim como a 8 anos atrás, a esperança era um Draft perfeito e uma Free Agency cirúrgica. Quem em sã consciência confia nisso? Eu não aposto nem 1 real nisso. As chances de acontecer são pequenas. Mas, vai que rola né? Todos sairemos ganhando. Mas ai vai de cada um acreditar ou não.

Depois das 3 primeiras semanas, o pensamento era #tankforTua. Ele se machucou, nós saímos da escolha 1, mas amanhã ele decidirá se vai ou não para o Draft. Se for, por mais incrível que parecer possa, ele poderá ser nosso. Porque os Bengals devem ir de Burrow e os outros 3 times não devem se arriscar com um QB: Giants, Lions e Redskins. Em tese, apenas em tese, Tua poderia ser nosso. O problema é se ele não se declarar.

Existem outros QBs no Draft, claro... mas eles não passam nem perto de um Tua. Tem até o Tannehill 2.0 e o QB do amor. Mas eles não valem a escolha 5 e não devem sobrar até a escolha 18, que temos pela trade do Minkah Fitzpatrick com os Steelers. Então ou é reach num provável Bust ou nada de QB na primeira rodada. Caso a se pensar...

O time precisa de reforços em todos os setores, embora alguns loucos digam que na defesa só precisemos de 2. Se colocarmos em perspectiva, todo posição precisa de um reforço. Alguns, para mim, mais de um. Ai volta-se a pergunta acima: Ano Novo, Vida Nova? Pode até ser, mas é bom não esperar demais. As chances de cair do cavalo são imensas.